Resumo: Psicologia das Cores – Branco – Eva Heller

Branco: A cor feminina da inocência.

Continuando o resumo do livro Psicologia das Cores, da autora Eva Eller, hoje é dia da cor Branca, que, segundo o livro,  é a cor a cor feminina da inocência.

  • Na simbologia, o branco é a mais perfeita entre todas as cores. Não existe nenhuma “concepção de branco” com significado negativo. Porém a perfeição também cria distanciamento: apenas 2% dos entrevistados citaram o branco como cor predileta. E quase a mesma proporção – 2% dos homens, 1% das mulheres – citaram o branco como cor menos apreciada.
  • O branco é o início. Quando Deus criou o mundo, seu primeiro comando foi: “Faça-se luz!”
    Fazendo-se associações com a luz, assim tem início a simbologia do branco
  • O Cristo ressuscitado aparece pintado em vestes brancas. Todos os ressuscitados aparecem vestindo branco diante de Deus: o “domingo branco” é o domingo após a Páscoa, para as crianças católicas é o domingo da primeira comunhão. A hóstia, que simboliza o Cristo vivo, é branca. As crianças são batizadas com roupas batismais brancas – é o início da vida cristã.
  • Branco-azul-dourado são as cores da verdade, da honestidade, do bem. O branco ao lado do dourado e do azul: um acorde mais ideal não se pode imaginar. O branco puro toma do ouro o material esplendor; o versátil azul se torna, ao lado do branco, a cor das virtudes espirituais.
  • Branco é a cor dos deuses. Os animais brancos, quando não são deuses eles mesmos, têm alguma ligação com o divino. A cor dos deuses se tornou a cor dos sacerdotes. O branco é, desde a Antiguidade, a cor predominante das vestimentas sacerdotais.
  • Branco é o nome de cor mais comum internacionalmente, mas apenas e exclusivamente como nome feminino.
  • O branco é feminino, é nobre, mas é fraco. Suas cores simbólicas contrárias são o preto e o vermelho, as cores do poder e da força. Sua cor contrária psicológica é sobretudo o marrom.
  • Não existe nenhum acorde cromático em que o marrom figure ao lado do branco, pois nada pode ser ao mesmo tempo puro e sujo, nem leve e pesado.
  • A limpeza é externa, a pureza vai mais a fundo; ambas estão associadas ao branco, não existem alternativas.
  • Embora o branco – paredes brancas ou empapeladas na cor branca – seja a cor preferida para interiores, em quartos de hotel ela desagrada. Um aposento branco é acolhedor graças aos toques coloridos de nossos pequenos objetos pessoais.
  • O branco é imaculado, isento dos negros pecados; branco é a cor da inocência. Para expulsar bruxas e demônios, os supersticiosos fazem oferenda dos “três presentes brancos”, em geral farinha, leite e ovos.
  • O branco como cor destituída de cor – é nesse sentido que o branco é a cor do luto. O branco do luto nunca é um branco radiante, nunca em tecidos brilhantes. Quem está de luto e veste branco, veste roupas opacas. Assim como o uso de roupas pretas, o luto branco também imprime a renúncia ao cultivo da imagem por parte de quem o usa.
  • Preto e branco são as cores preferidas dos designers técnicos, pois na qualidade de “não cores” elas não desviam a atenção da função dos aparelhos. Para os técnicos as cores são mera decoração, pois a técnica funciona também sem cores.
  • O branco não é uma cor da moda – é uma cor moderna.
  • O que está vazio é leve. À leveza está associada a clareza. O branco, a mais clara das cores, é ao mesmo tempo a mais leve. Na vestimenta, essa ligação é conhecida também. As roupas de verão são claras, as de inverno, escuras. As roupas claras refletem muita luz, por isso são frescas.
  • Os alimentos brancos, em princípio, podem ter sabores muito variados. O açúcar é branco – mas também são brancos o sal e a farinha. Por isso, a cor branca é ideal para confundir as pessoas em testes
  • O trabalho nas fábricas de branco de chumbo levavam a paralisias e mortes. Não havia mais homens dispostos a trabalhar nessas fábricas, por isso, passaram a contratar mulheres.
  • Operários vestiam camisas azuis ou cinzentas. Numa camisa branca podia-se reconhecer os de status mais elevado, aqueles que não precisavam se sujar para fazer seu trabalho.
  • Em latim, um branco radiante é chamado de “candidus”. Os concorrentes a cargos públicos são chamados, hoje em dia, de “candidatos”.
  • O vestido de casamento branco, com véu e grinalda, nada tem de tradicional. A moda da vestimenta branca para as noivas só surgiu no século XIX.
  • A primeira mulher a se casar conforme a moda de hoje foi a mais famosa noiva do século XIX: a rainha Vitória da Inglaterra, que em 1840 contraiu matrimônio com o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gotha. A rainha vestia um vestido branco, naturalmente de cetim inglês, e sobre ele – a sensação – um véu de noiva!”“O uso do véu pela rainha Vitória foi interpretado na ocasião como uma referência ao véu das freiras – como uma noiva de Cristo, assim ela se dirigiu ao altar. A rainha, entretanto, com seu desejo de portar um véu, tinha outras ideias em mente: ela queria incentivar a indústria da fiação em seu país, que lutava contra a concorrência francesa
  • As máquinas de costura existem desde 1830. A partir de então, muitas mulheres podiam, com um vestido de noiva branco, realizar seu sonho de ser princesa, pelo menos por um dia.

 

Gostou? Quer saber mais sobre outras cores? Tem mais aqui no blog:

Verde

Amarelo

Vermelho

Azul

Preto

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